sábado, 22 de novembro de 2008

Só mais um!

Babaca. O último pensamento que me vem à cabeça quando penso em você é esse. Você é um grande babaca, mas isso não muda nada. Somos amigos. Se quiser menos, somos meros colegas de trabalho. Ou fomos... Whatever também!

Você é um babaca, mas não consigo conter o sorriso quando penso em todas as coisas legais que aconteceram ou que você fez pra mim ao longo de 2 anos. Não bebo cerveja, obrigada. Foi o que eu disse no dia em que te conheci. Você me olhou incrédulo, mas eu juro que era verdade! Pelo menos era até então... Na primeira vez em que me levou pra casa, fiz você parar no supermercado só pra me comprar modess (não que eu precisasse na hora, mas foi a melhor desculpa que encontrei pra ganhar tempo com você) e um saco de balas 7 belo. Você acabou me beijando por entre os corredores . Isso tudo de madrugada e levemente alcoolizados. Na única vez em que você me cedeu um ingresso para assistir ao Furacão, o time perdeu e foi eliminado da Copa do Brasil. Só por causa disso, você me chama de pé frio até hoje. Juro que não sou, mas também não pisei mais na Baixada desde aquela vez...

Você não é o cara mais lindo que já conheci na vida. Mas isso não me impede de querer agarrá-lo quase toda vez que o vejo. Você compensa de outras formas e que me atraem muito mais do que o rostinho bonito ou físico sarado. Às vezes, você é tão orgulhoso que me tira do sério. Às vezes, não te agarro só de birra. Sigo o seu orgulho besta pra mostrar que eu também posso. Não somos namorados, apenas ficamos juntos quando temos vontade. Gosto desse nosso acordo...

Você me irrita profundamente e como ninguém. Pode me chamar de louca, mas eu adoro isso. E o pior é que você sabe. Idiota! Consegue me fazer rir até quando eu não quero, não posso ou não devo. Adoro quando você me olha fixadamente só pra me deixar sem jeito. Sabe que eu odeio ser observada ou ser o centro das atenções. Mesmo que seja só o seu. Segura minhas mãos ou meus braços para que eu não possa cobrir o rosto de vergonha. Não quero que você descubra o que penso a seu respeito através do meu olhar. Não queria ser tão transparente: olhos, boca e sorriso me entregam de mãos beijadas a você. Mesmo quando você não me merece...

Adoro suas mensagens no celular. Geralmente você manda de madrugada. Tanto faz o dia da semana. Acordo só para poder dormir com um sorriso no rosto outra vez. Tem vezes em que eu nem durmo, pois suas mensagens picantes - como você mesmo diz - , me acendem sobremaneira. Nessa hora te xingo, espumo em minha própria raiva e desejo. Quero transformar em ação cada palavra escrita por você naquela mesma hora. Se eu sou a chatinha, você continua sendo o falcatrua...

Odeio ter que admitir - pois você também é um tanto quanto convencido - , mas suas caronas são as melhores. Adoro ver sua empolgação ao cantar e a forma como descansa sua mão em minha coxa. Dá um jeito de sempre me 'roubar' um brinco, um anel ou o que quer que seja só pra poder me ver de novo. E ainda diz que EU faço isso e de propósito. Os absurdos que você fala me fazem bem. O seu olhar, o seu beijo, o seu toque me fazem bem. É sempre bom estar ao seu lado.

No entanto, fico levemente chateada com a sua falta de sensibilidade. Você já tem 30 anos, mas às vezes age como se tivesse 18. Você tá braba?, ainda ousa me perguntar antes de eu ir embora. Imagina, é claro que não... Eu adoro ver o cara que eu fico se atracando com outra. É tão legal! Qualquer mulher que se preze teria ficado, no mínimo, chateada. Até a mais moderninha e descolada. É fato! A máxima de que "o que os olhos não vêem, o coração não sente" nunca se fez tão presente na minha vida como nesse dia. Não te vi ainda depois disso e também nem sei se quero. Só queria ver o que você faria se eu tivesse feito a mesma coisa com você... Dói. Pode esperar porque dói...

Babaca. Você é um grande e um verdadeiro babaca. Perdeu alguns vários pontos depois dessa brincadeira, mas isso não é o pior. O pior é que você continua sendo o meu babaca preferido. Pelo menos por enquanto.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Insônia

Ela nunca foi de dormir muito bem. É raro conseguir pregar os olhos assim que deita. Só consegue essa proeza quando volta de uma balada, às 6h. Aí dorme feito uma pedra. Mas como não vive de baladas... Às vezes, passam-se horas até que ela consiga sossegar. Deita na cama e leva seus problemas, preocupações, tormentos, esperanças e alegrias, todos juntos para uma orgia sem fim. Continua pensando na vida, em tudo e ansiosa com o dia seguinte. Com o que fazer no dia seguinte, com o trabalho do dia seguinte, com o amor do dia seguinte, com as pessoas do dia seguinte. Ela lamenta a situação afundando o travesseiro em seu rosto como forma de protesto! No relógio, o tempo não pára de correr. Pensa que são 15 minutos a menos pra dormir... 1 hora a menos e esse hábito de cronometrar o sono vai tornando a madrugada ainda mais desesperadora... Não consegue desligar. Simplesmente não consegue. Voltou a sofrer de insônia...

Enquanto parte do mundo está dormindo, sonhando, recuperando suas energias e disposição para (re)começar tudo outra vez - no dia seguinte - , ela não pára de se virar e revirar pelo colchão. Abaixa o edredon até o pé, pois sente calor. Três minutos depois - talvez mais - puxa de volta o edredon, pois sente frio. Tira a meia, estrala os dedos, recoloca a meia. Roça um pé no outro para justamente perder as meias de vez. Adora fazer isso sem a ajuda das mãos. Acende a luz pra checar se o seu mundo continua lá, tal qual ela o deixou. Bebe água, folheia o livro de cabeceira. Reza, pois acha que talvez tenha rezado de menos naquela noite. Vai ao banheiro, faz xixi. Olha-se no espelho e se assusta com o tamanho de suas olheiras. Amanhã elas vão estar bem piores, maiores e horrorosas. Já que está lá, passa o creme anti rugas e anti olheiras, pela segunda vez. Mal não há de fazer, pensa enquanto se lambuza inteira. Perambula pelo corredor, vai analisando os títulos da biblioteca de seu pai. Talvez essa seja a minha próxima leitura. Ainda está ligada. Se estivesse na rua, provavelmente estaria cansada e louca por sua cama. É do contra. Impressionante.

Imagina que dormir também tenha um ritual - de preparação - e que seguindo todos os passos ela alcance o sono profundo, despreocupado e totalmente reparador. Mas não é boa com passos: faz o que quer e pula o que não quer. Talvez esse seja o seu problema. Às vezes, ela se imagina a maior retardatária do planeta. A única que não conseguiu fazer o que precisava ser feito - no dia - e que pensa ser possível resolver - algo ou tudo - agora, na hora de dormir. Afinal o seu dia ainda não acabou e pra ela, só é outro dia depois que se dorme...

Continua pensando nos seus próximos passos. Já chorou a falta de algumas coisas e pessoas - pois o choro tem vindo em doses homeopáticas ultimamente -. Já pensou naquilo que deixou de fazer, naquilo que fez, ou que ainda pode fazer. Lembrou dos shorts que comprou pra usar na festa do dia anterior e acabou usando o velho mesmo. Pensa que precisa engordar, pois está definhando a cada dia e está ficando horrorosa. Sua luta é desigual, ela tem muito o que comer. Muito o que pensar. Agora são quase 4h da manhã. Pensa no open bar de amanhã. Pensa em como seria bom estar na praia, pois lá ela dorme e acorda ao som das ondas do mar... Lá, seu relógio biológico funciona perfeitamente. Faz cafuné no próprio cabelo. Costuma fazer rolinhos com as mechas entre os dedos. Passa suas mãos pelos braços até os pelinhos arrepiarem. Pensa em como queria que ele estivesse ali. Não estariam dormindo, é fato. Mas estariam se esforçando horrores para chegar a esse fim... Pega o fone de ouvido e liga o som. Música ajuda às vezes. Se forem tristes demais, ela chora. Se forem animadas demais, ela começa a batucar mãos e pés no colchão. Não, música definitivamente não vai ajudar hoje...

Pensa no brinco que perdeu semanas antes quando ele a agarrou no carro. Por que será que ainda não devolveu? Pensa em todos os sinônimos para o ato sexual: transar, trepar, foder, fornicar, comer, cruzar, fazer sexo, dar... Não adianta, já são quase 4h30 e ela mistura prazer e amenidades com assuntos sérios e complexos ... Tudo isso ela faz e pensa enquanto você ainda dorme... E quando você acorda, pronto para outro dia, ela continua lá. Da maneira que queria estar desde o ínicio da saga: dormindo...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Tudo é você...

Lembro de você toda vez que me deparo com a sinceridade e a preocupação genuína daqueles que gostam de mim ou me amam;

Lembro de não te conhecer e viver um Amor Platônico digno de filme. Lembro de então te conhecer e perceber - ao longo do tempo - que a amizade era o nosso melhor caminho. Foi linda e incondicional.

Música - Dazaranha, Capital Inicial, Tihuana -, violão, céu azul, sol, pancadas de chuva... Alegria sincera, sorrisos despreocupados e piscina me lembram você. Me lembram o melhor de você.

Porres com cachaça Luis(a) Alves e ressacas homéricas também me lembram você. Visualizar você ainda bêbado, mergulhando na piscina e saindo com um puta calombo na testa me faz rir até hoje. "Não tô bem ainda, galera. Acho que vou subir", foi o que vc disse na ocasião. Todos rimos horrores do seu já aparente e imenso galo, além da ressaca. Justo você, que quase não as tinha. Não era de beber muito. Eu em compensação, já era um verdadeiro caso perdido naquela época.

Lembro de você toda vez que vou à praia e vejo o seu apartamento ocupado por uma família que não é a sua. Chapéu de caçador, óculos escuros, cabelos desengrenhados, bermudas de surfista - vermelhas ou azuis - também me lembram você. Seu corpo escultural (desculpe, nunca consegui evitar de te olhar e mais ainda de te espiar pela janela do meu quarto, no 1o andar)... Meninas na sua cola, sem dar trégua, também me lembram você e me irritavam absurdamente. Ciuminho besta, - eu sei - , pois tive você da melhor maneira que eu pude e me foi permitido.

Lembro de você toda vez que tenho dificuldades tecnológicas ou exatas, pois é muita novidade e números pra uma cabeça tão desprovida deste tipo de razão. Palavras cruzadas, esportes 'radicais' com a galera (mesmo eu sendo a pereba de qualquer time), caminhadas pela areia também me lembram você. Nossas conversas ao vivo - sobre música, livros, baladas e casinhos complicados - ou pelo icq também me fazem muita falta.

Lembro do dia em que me declarei, mas já priorizando nossa amizade. Precisava tirar aquilo do meu sistema e foi difícil! Depois de 5 minutos estávamos os dois rindo da situação. Se tem uma coisa da qual não me arrependo foi de um dia ter te contado que você foi o mundo pra mim. Isso me conforta, de alguma maneira... Você ficou sabendo e o 'segredo' de então não morreu comigo... Ele foi declarado e foi embora com você...

Lembro da culpa enorme que você sentiu quando seu pai morreu naquela BR assassina em função de um acidente 'causado por você'. Era doído ver o seu sofrimento, era difícil saber o que te falar. Você também já não se abria mais. Mas isso já não importa, pois 2 anos depois, foi sua vez de partir... Vítima de uma meningite maldita...

Lembro do quanto era bom estar ao seu lado e penso na saudade absurda que sinto de você e o seu ombro gigante (de lutador de jiu-jitsu) a me consolar. Eu não mudei muito, o que significa dizer, que hoje você ainda estaria rindo de todas as coisas absurdas que fiz ou deixei de fazer. As minhas coisas complicadas...

Tenho tantas lembranças suas e de um tempo que foi curto demais... Pra você. Hoje, vivo com uma saudade imensa daquela época. Saudade essa, que nunca tinha conseguido disfarçar quando vc ainda era vivo e tampouco consigo agora...
Te amo, Gaban. E é pra sempre...