Não quero me justificar. Só vou dizer o que é e como é pra mim. É só um desabafo. Relacionamentos não me fazem bem, não me fazem melhor, só me sugam o que eu tenho de bom e me fazem sofrer. Não existe troca.... Cansei de esperar e me dedicar por algo ou alguém que nunca vem ou que nunca se entregou por completo. Pelo menos não a mim. Não quero mais. Se tudo o que eu quisesse fosse viver uma historinha de cinema, daquelas bem besta onde tudo é tão perfeito e maravilhoso que irrita, eu até entenderia minhas frustrações e meus planos malfadados. Mas não. Só queria alguém disposto a aceitar e entender minhas neuras. Me esforçaria para entender as suas também. Alguém que me mostrasse caminhos ou escolhas. Alguém que se importasse comigo e que tivesse a certeza da reciprocidade na relação. Aceitaria suas dúvidas, te ajudaria a elucidá-las - se estivesse ao meu alcance. Ficaria feliz com suas certezas e conquistas. Viver a idéia de um aprendizado contínuo e de aceitar as diferenças é um desafio. É algo que exige, mas que tem lá as suas recompensas. Se escrevo sobre relacionamentos é porque gosto, porque são pequenos fragmentos de uma vida que eu queria ter e não tenho. Acredito neles, mas não consigo vivê-los. Não me pergunte o porquê, não me mostre a minha teimosia, não aponte só os meus defeitos, não me diga que ou o que eu mereço. Eu sei aonde está a minha culpa. Eu sou o sabotador da minha própria vida... Talvez a (des)graça esteja aí, não? Não seja como eu. Não se agarre aquilo que não existe. Dói ler tudo isso, eu sei. Mas você não tem a mínima idéia da dor que é realmente viver isso... Ou o coração está vazio ou ele virou pedra.
O espetáculo da vida!
Há 6 anos

Não queria que as coisas que você escreve tocassem tanto o meu coração. Não queria sentir que vez ou outra perco meu próprio controle em função sua. Não queria acreditar nas maravilhas que você descreve, muito menos acreditar em suas dores. De uma forma ou de outra, elas acabam virando as minhas também. É algo maior que eu. A racionalidade - aquela que uso como armadura - se desmancha quando você me toca. Não fisicamente, mas com suas palavras. Não basta aflorar as emoções que eu tento esconder ou disfarçar, mas você também quer gerar a discórdia entre aquilo que penso e sinto. Por que é tão difícil balancear as duas forças? O que eu deveria aniquilar? Você já escreveu sobre essa disparidade. Parece simples, mas é algo que foge a minha compreensão que sempre buscou o complexo.